Desdobramento da pesquisa
Toffoli: arquivamento da suspeição não examinou mérito das suspeitas, relata UOL
O que mudou
Na nota de 12 de fev. de 2026, reproduzida integralmente pela Folha, os dez ministros do STF consideraram incabível a arguição de suspeição AS 244, reconheceram a validade dos atos de Toffoli e acolheram seu pedido de redistribuição dos processos. O Estadão Conteúdo, publicado pelo InfoMoney em 22 de fev., relata que Fachin arquivou a arguição no dia anterior por perda de objeto após a saída da relatoria.
O UOL esclareceu em 12 de set. de 2026 que o mérito das suspeitas daquele relatório não foi examinado. À Folha, o gabinete de Toffoli afirmou que o documento foi arquivado com trânsito em julgado e negou recursos no exterior, operações nas Ilhas Virgens Britânicas e amizade ou intimidade com Vorcaro. O arquivamento da arguição não deve ser apresentado como absolvição criminal ou decisão sobre todas as operações do Master.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
Em setembro de 2021, a Maridt, de Toffoli e seus irmãos, vendeu metade de sua participação no resort Tayayá ao fundo Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões. A reportagem liga o fundo a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Mensagens de 2024 atribuem à rede de Vorcaro R$ 35 milhões em aportes ao empreendimento, incluindo uma cobrança de R$ 15 milhões. Isso não equivale a recebimento pessoal integral pelo ministro. Toffoli afirma que a venda ocorreu antes de sua relatoria do caso, foi declarada e seguiu preços de mercado; nega receber dinheiro de Vorcaro ou Zettel.
Valores e natureza dos registros
Mais de R$ 3 mi · Venda inicial de participação da Maridt · Valor contratual
R$ 35 mi · Aportes ao empreendimento citados nas mensagens · Investimento / operação
Alcance da relação descrita
Suspeitas contestadas; arguição de suspeição arquivada
Há suspeitas atribuídas à PF sobre a relação patrimonial, expressamente contestadas por Toffoli. A AS 244 foi arquivada; o procedimento dizia respeito à suspeição na relatoria, não a uma condenação ou absolvição criminal. A nota conjunta de 13 de outubro exige autorização do Plenário para investigar ministros. Não foi confirmada nas fontes consultadas investigação individual atual sobre este vínculo; por isso, o rótulo é Suspeita relatada, sem apagar o arquivamento nem estendê-lo a outros fatos.
Fontes desta publicação
- Aportes ao resort Tayayá e empresa familiar de Toffoli
- Íntegra da nota dos dez ministros sobre a AS 244
- Arquivamento da arguição por perda de objeto
- Alcance processual do arquivamento do relatório sobre Toffoli
- Suspeitas sobre Arleen e resposta do gabinete de Toffoli
- Nota conjunta sobre encaminhamento de menções a ministros
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.