Desdobramento da pesquisa
Costa atribui a Ibaneis pedido de venda do BRB ao Master em depoimento
O que mudou
Em 29/10/2026 às 17h41, reportagem do Estadão Conteúdo reproduzida pelo UOL relatou depoimento de Paulo Henrique Costa à PF, colhido em 15/10. Costa afirmou que Ibaneis o convocou para jantar na casa de Vorcaro em 24 de setembro e pediu a estruturação de uma venda do BRB ao Master. O ano do jantar não está explicitado na transcrição consultada. Segundo Costa, Vorcaro pediu acordo de acionistas que lhe garantisse controle; ele disse ter se surpreendido e levado sua oposição a Ibaneis no dia seguinte. É declaração de um investigado, não comprovação independente de ordem, venda realizada ou culpa.
A reportagem diferencia esse depoimento formal das negociações de delação de Costa, que não foram aceitas. Ele defendeu as compras de carteiras como estratégia de expansão submetida à governança e negou prejuízo ao BRB. Procurada para a matéria de 29/10, a defesa de Ibaneis não havia respondido. A negativa histórica de ingerência registrada acima permanece com sua data e alcance; ausência de nova resposta não prova responsabilidade. Não foi obtida a íntegra primária da oitiva nesta revisão.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
Um relatório da PF divulgado em 9 de outubro de 2026 aponta atuação de Ibaneis Rocha nas negociações entre o BRB, controlado pelo Distrito Federal, e o Master. Os investigadores citam um encontro com Vorcaro e o então presidente do BRB em Zurique, em 23 de janeiro de 2025.
Em 21/10/2026, o UOL publicou mensagens segundo as quais Ibaneis acompanhou etapas da tentativa de aquisição, do aumento de capital e das compras de carteiras. A reportagem relata autorização de aumentos de capital de R$ 500 milhões e depois R$ 750 milhões e R$ 9,5 bilhões em carteiras compradas até fevereiro de 2025; essas cifras são operações do BRB, não pagamentos pessoais ao ex-governador.
A mesma reportagem atribui a uma proposta de delação de Vorcaro, que não foi aceita, a alegação de um acordo de R$ 400 milhões após a fusão, 5% do novo banco e adiantamento de cerca de R$ 80 milhões em espécie entregue a Leonardo Valverde. A matéria também relata ao menos dez entregas de “encomendas” a “Léo” ou “Dr. Léo”, identificação suspeitada pela PF. As mensagens não demonstram por si sós o conteúdo das encomendas, e a alegação financeira não é apresentada como comprovada.
A defesa de Ibaneis afirmou que não comentaria delação rejeitada por falta de prova e reiterou que ele dava liberdade ao presidente do BRB, sem participar das decisões do banco público. Valverde não respondeu ao UOL. A investigação e as alegações permanecem sem condenação ou decisão de mérito relatada.
Valores e natureza dos registros
Não divulgado · Valor não divulgado · Sem valor confirmado
Alcance da relação descrita
A PF e as mensagens reportadas sustentam apuração sobre a participação de Ibaneis nas tratativas BRB–Master. A alegação de acordo de R$ 400 milhões e adiantamento de cerca de R$ 80 milhões vem de proposta de delação rejeitada e não foi apresentada como comprovada. A defesa nega ingerência e afirma ausência de prova. O rótulo permanece limitado à existência de investigação, sem converter delação, mensagens ou entrega de encomendas em culpa estabelecida. O complemento de 29/10 atribui a Costa as declarações feitas em oitiva de 15/10, sem apresentá-las como comprovação independente ou confundi-las com delação aceita. A nova consulta à defesa de Ibaneis não teve resposta até a reportagem; sua negativa histórica permanece.
Fontes desta publicação
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.