Relação incluída no mapa
Jocildo Lemos: PF apura atuação na aplicação de R$ 400 milhões da Amprev no Master
Presidiu a Amprev quando o fundo aplicou R$ 400 milhões em letras do Master; a PF atribui a ele papel central nas deliberações e na execução.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
Jocildo Silva Lemos presidiu a Amapá Previdência (Amprev) entre 2023 e fevereiro de 2026 e também coordenou seu Comitê de Investimentos. Em julho de 2024, participou das deliberações e da execução de três aplicações em letras financeiras do Banco Master que somaram R$ 400 milhões.
Na Operação Zona Cinzenta, em fevereiro de 2026, a PF atribuiu a Jocildo papel central na condução das reuniões, nos votos e na implementação operacional das aplicações. A decisão que autorizou medidas cautelares considerou haver lastro mínimo para a investigação nessa etapa; isso não equivale a condenação nem a decisão final sobre responsabilidade.
Ao pedir exoneração da Amprev, Jocildo afirmou que os procedimentos adotados sob sua gestão observaram a legalidade e que deixava o cargo para permitir atuação independente da Justiça. A Amprev também sustenta que as aplicações seguiram normas e a política de investimentos do regime previdenciário.
Em 21 de outubro de 2026, reportagem da Folha/C-Level afirmou que Jocildo declarou ser ex-presidente da Amprev ao solicitar, como presidente da Liesap, patrocínio estadual de R$ 10 milhões para o Carnaval de 2026, quando ainda ocupava os dois cargos. O Ministério Público do Amapá abriu inquérito civil para apurar possível improbidade e conflito de interesses. O governo estadual disse não haver conflito e afirmou que os recursos seguiram os trâmites legais; Jocildo e a Liesap não responderam à reportagem.
Os R$ 10 milhões do Carnaval são um repasse do Governo do Amapá à Liesap, não um fluxo atribuído ao Banco Master; por isso, aparecem apenas como contexto do possível conflito de interesses e não entram nos valores financeiros desta ficha.
O diretório oficial do União Brasil no Amapá lista Jocildo como membro. O UOL registrou que ele foi tesoureiro da campanha de Davi Alcolumbre em 2022 e que agradeceu publicamente ao senador pelo convite para presidir a Amprev; Alcolumbre afirmou não ter influência em nomeações ou decisões de investimento da entidade.
Valores e natureza dos registros
R$ 400 mi · Aplicação institucional da Amprev em letras do Master durante a gestão de Jocildo; valor já contabilizado na ficha Amprev · Investimento / operação
Alcance da relação descrita
A Polícia Federal atribui a Jocildo papel central nas deliberações e na execução das aplicações da Amprev no Master, e medida cautelar foi autorizada para aprofundar a apuração. Separadamente, o Ministério Público do Amapá apura possível conflito de interesses na acumulação Amprev–Liesap. Jocildo afirma que os procedimentos de sua gestão foram legais; o governo estadual nega conflito no patrocínio do Carnaval. As medidas investigativas e o inquérito civil não constituem condenação nem decisão final.
Fontes desta publicação
- Gestor de fundo do Amapá suspeito por aporte no Master declarou cargo anterior ao pedir patrocínio de R$ 10 mi ao Carnaval
- Conselho Estadual de Previdência realiza reunião com o Banco Master
- Alvo da PF é aliado de Alcolumbre no Amapá e foi seu tesoureiro em 2022
- Jocildo pede exoneração da Amprev e afirma legalidade dos procedimentos
- Decisão sobre medidas cautelares na Operação Zona Cinzenta
- Jocildo Lemos recebe Prêmio Personalidade do Ano
- Diretório do União Brasil no Amapá
- Governo do Amapá anuncia R$ 10 milhões para o Carnaval 2026
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.