Desdobramento da pesquisa
São Roque Prev: Câmara anunciou aprovação de relatório da CPI em julho
O que mudou
Em comunicado de 30/07/2026, a Câmara Municipal de São Roque anunciou a aprovação do relatório final da CPI do Banco Master na reunião de 27/07. A notícia institucional informa que o material seria remetido aos órgãos competentes e registra recomendações de governança e de ações judiciais contra a Crédito & Mercado, o Master e o Banco Central. São encaminhamentos da comissão, sem decisão judicial de culpa ou comprovação de ajuizamento. A íntegra do relatório e eventuais respostas específicas não foram obtidas nesta revisão. Esse registro histórico é distinto do julgamento do TCE-SP e da Operação Entressafras; não concilia os valores nem confirma ressarcimento.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
O São Roque Prev reconhece em comunicado de novembro de 2025 que adquiriu letras financeiras do Banco Master em 2024. Afirma ter observado normas, pareceres técnicos e aprovação dos colegiados. Esse investimento institucional é a razão do vínculo; não se trata de pagamento pessoal a dirigentes.
O Estadão Conteúdo, reproduzido pela Tribuna do Sertão em 21/10/2026, relata julgamento irregular das contas de 2024 e determinação do TCE-SP para que o ex-presidente Vanderlei Massarioli ressarça R$ 93,15 milhões. Cabe recurso. Ele sustentou nos autos que as decisões foram colegiadas e amparadas por especialistas. O arquivo integral da sentença de 14/10/2026, processo TC-2513.989.24-4, foi obtido no portal oficial do MPC-SP em 30/10; as seções sobre atas, aplicações, sanções e dispositivo foram examinadas diretamente, confirmando o ressarcimento e seu alcance. Não foi verificado desfecho recursal.
Segundo essa reportagem, correção e juros contam de 18/11/2025; recuperações dos mesmos títulos devem reduzir a obrigação. Ressarcimento ordenado não equivale a dinheiro já devolvido. A apuração proposta sobre a consultoria Crédito & Mercado não significa fraude ou vantagem ilícita reconhecida nesse julgamento.
O Cruzeiro do Sul noticiou em 22/10 multa de 2 mil UFESPs ao ex-dirigente, encaminhamento ao Ministério Público para possível apuração criminal e exigências de controles de investimentos, atas e regularização previdenciária. A multa não foi convertida em reais nem tratada como repasse ao Master.
Na resposta publicada pelo Cruzeiro do Sul, a prefeitura diz que cumprirá as determinações e que a autarquia dispõe de mais de R$ 500 milhões em caixa, excluídos os investimentos no Master, sem necessidade atual de aporte adicional ou risco aos pagamentos. É uma afirmação da administração, não auditoria de solvência desta ficha.
Em nota reproduzida pela TVS+ em 22/10/2026, a defesa de Vanderlei Massarioli anunciou que apresentará recurso com efeito suspensivo contra a decisão de primeira instância. Sustentou aprovação pelo comitê de investimentos, apoio de pareceres técnicos e ausência de alertas contrários à época; ressaltou que a liquidação do Master ocorreu quase um ano depois de sua saída. É a posição dos advogados: a fonte não comprova protocolo do recurso, concessão de suspensão ou reversão do julgamento.
Em 27/10/2026, a PF informou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e Pernambuco na Operação Entressafras, sobre possíveis crimes na gestão de recursos do São Roque Prev entre 2022 e 2024. A nota, publicada às 8h09 e atualizada às 9h11, descreve cerca de R$ 100 milhões em investimentos e questiona a fundamentação técnica das aplicações. A Agência Brasil relaciona a operação à autarquia que aplicou mais de R$ 90 milhões no Master. A nota oficial consultada não identifica o banco, emissores ou alvos nominalmente. Investigação e buscas não são condenação.
TVS+ e Metrópoles, em 27/10, descrevem o escopo investigado como R$ 80 milhões em letras financeiras e R$ 20 milhões em fundo imobiliário, além de prejuízo estimado de R$ 121 milhões e bloqueio desse valor em desfavor dos investigados. O Metrópoles identifica letras do Master e do BTG Pactual e o fundo Nest Eagle; não atribuímos todos esses recursos ao Master. A nota oficial consultada menciona cerca de R$ 100 milhões; a decomposição e o bloqueio são aqui atribuídos às reportagens, sem acesso à ordem judicial. A ordem de bloqueio e a composição das operações não foram obtidas. São escopos reportados da apuração, não novos repasses comprovados, valores somáveis ou correção do principal de R$ 93,15 milhões já registrado. A conciliação documental permanece pendente; valores e subtotais existentes foram preservados.
O Metrópoles informou em 27/10, às 10h29, que tentava contato com Vanderlei Massarioli. Não foi localizada nesta pesquisa resposta específica dele ou da autarquia à Operação Entressafras. O comunicado institucional de novembro de 2025 e o anúncio de recurso pela defesa em 22/10, preservados acima, são anteriores e não constituem resposta à operação de hoje. Não foi verificado vínculo causal entre o procedimento policial e o julgamento do TCE-SP, nem decisão sobre o recurso.
Em nota publicada pela CNN em 27/10/2026 (8h28, atualizada às 11h20), a Prefeitura de São Roque afirmou que acompanha a apuração e está à disposição das autoridades. Alegou autonomia administrativa e financeira do São Roque Prev e negou participação, autorização ou interferência nas decisões de investimento. Segundo a administração, as aplicações no Master ocorreram de fevereiro a setembro de 2024, aprovadas internamente e registradas em atas. A prefeitura também declarou que nada foi apreendido na sede da autarquia na diligência de 27/10; a CBN Recife reproduziu essa declaração às 14h21. Trata-se da posição municipal, não de conclusão da PF ou verificação das atas e da lei invocadas. A afirmação sobre a sede não abrange as demais buscas nem afasta possíveis irregularidades. Não é manifestação de Massarioli ou de sua defesa; a investigação prossegue.
Na sentença de 14/10, a julgadora considerou insuficientes os elementos para concluir definitivamente que houve adulteração deliberada da Ata nº 02/2024. Reconheceu, porém, falhas graves de registro e rastreabilidade da retificação. Não declarou a nulidade da ata: a desconformidade dos investimentos subsistia nas duas versões, pois a nota BBB do emissor não atendia ao mínimo BBB+ da política interna. A remessa de peças ao Ministério Público não antecipou conclusão criminal.
A sentença não aplicou sanção a Bruno César Octávio Caparelli, presidente apenas em dezembro de 2024, por não identificar participação dele nas aplicações feitas até setembro ou na versão retificadora publicada em outubro. Manteve seu dever de cumprir as determinações como gestor atual. Esse alcance se restringe ao julgamento das contas de 2024; não resolve a Operação Entressafras nem comprova arquivamento, absolvição criminal ou resultado de recurso.
A tabela de APRs da sentença de 14/10/2026 discrimina sete aplicações no Master em 2024: R$ 29,85 milhões em 08/04 (APR 701/2024); R$ 2,85 milhões em 24/04 (724/2024); R$ 2,55 milhões em 29/05 (752/2024); R$ 6,95 milhões em 20/06 (786/2024); R$ 3,75 milhões em 30/07 (833/2024); R$ 8,2 milhões em 16/08 (871/2024); e R$ 39 milhões em 16/09 (917/2024). A soma é R$ 93,15 milhões, o mesmo principal já registrado nesta ficha e objeto do ressarcimento, não sete operações adicionais ao total. A tabela não concilia automaticamente os escopos de R$ 80 milhões, R$ 100 milhões e R$ 121 milhões relatados na investigação policial de 2022–2024; essa pendência e a exclusão do registro dos subtotais são preservadas.
Na resposta publicada pelo Metrópoles em 27/10/2026, a Crédito & Mercado afirmou que seus pareceres eram opinativos e não vinculantes, que não determinou, aprovou ou executou as aplicações e que não administrou os recursos do São Roque Prev. Disse ter registrado alertas de concentração, negou vínculo econômico com o Master e remuneração vinculada à efetivação das aplicações. É a manifestação da consultoria, não comprovação independente de suas afirmações nem decisão que afaste a apuração. A sentença propõe procedimento específico, com contraditório próprio, e não antecipa conclusão definitiva de fraude, vantagem ilícita ou inidoneidade.
Valores e natureza dos registros
R$ 93,15 mi · Principal aplicado em letras financeiras; objeto do ressarcimento relatado, fora dos subtotais · Investimento / operação
Alcance da relação descrita
Contas de 2024 julgadas irregulares, segundo reportagens • cabe recurso
O apontamento se limita aos investimentos e ao julgamento de contas relatado, com obrigação de ressarcimento imputada ao ex-presidente e possibilidade de recurso. A decisão de controle externo não é condenação criminal definitiva do instituto ou de seus integrantes. Preservam-se a defesa colegiada do ex-gestor, o comunicado anterior da autarquia e a resposta atual da prefeitura. A remessa ao Ministério Público e a proposta de apuração da consultoria não provam crime ou fraude. A sentença de 14/10/2026 foi obtida em arquivo oficial do MPC-SP e suas seções pertinentes examinadas diretamente. A julgadora não declarou nulidade da ata nem concluiu definitivamente por adulteração deliberada; reconheceu falhas de formalização e desconformidade do risco. Não aplicou sanção ao gestor de dezembro por ausência de participação identificada nas aplicações e retificação anteriores, preservando deveres atuais. Esse limite não decide a investigação policial ou recursos. A nota da defesa publicada em 22/10 anuncia recurso e apresenta seus argumentos; não foi verificado protocolo, efeito suspensivo concedido ou reversão. O julgamento relatado e seu caráter recorrível permanecem. Em 27/10, a PF confirmou buscas na Operação Entressafras sobre a gestão de 2022 a 2024; os possíveis crimes permanecem em apuração. Essa investigação não constitui condenação nem decisão sobre o recurso no TCE-SP. A nota oficial não identifica alvos nominalmente; não se estende a condição de investigado a todo servidor, conselheiro ou dirigente. A manifestação municipal publicada em 27/10 nega interferência nas aplicações e informa ausência de apreensões na sede; é resposta atribuída, sem efeito verificado sobre o julgamento recorrível, a investigação ou a identificação de responsáveis. A discriminação das sete APRs complementa a base documental do mesmo principal, sem ampliar a condenação ou resolver a investigação policial. A resposta da Crédito & Mercado é preservada com atribuição; não equivale a absolvição, validação dos pareceres ou encerramento do procedimento proposto. O comunicado municipal de julho registra encaminhamentos parlamentares, sem alterar o alcance do julgamento de contas ou decidir a investigação policial.
Fontes desta publicação
- Decisão recorrível sobre São Roque Prev: ressarcimento, defesa e abatimento de recuperações
- TCE-SP determina ressarcimento de R$ 93,15 milhões; prefeitura responde
- Informativo: posição do São Roque Prev sobre as aplicações no Banco Master
- Defesa de Massarioli anuncia recurso e contesta responsabilização pelos investimentos
- Operação Entressafras: nove buscas e cerca de R$ 100 milhões sob investigação
- Operação Entressafras e aplicações do São Roque Prev no Master
- Entressafras: escopo de investimentos e prejuízo estimado relatado
- Operação, limites financeiros, julgamento recorrível e tentativa de contato com ex-gestor
- PF mira aporte de R$ 80 milhões de São Roque (SP) no Master — resposta da prefeitura à operação
- Operação Entressafras — prefeitura afirma que nada foi apreendido na sede do São Roque Prev
- TC-2513.989.24-4 — sentença de 14/10/2026: atas, parâmetros de risco, ressarcimento e alcance das sanções
- Câmara anuncia aprovação do relatório da CPI municipal em julho de 2026
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.