Relação incluída no mapa
Thiago Miranda, o Projeto DV e as versões sobre os R$ 3,5 milhões
Responsável pela Mithi e pelo Projeto DV de gestão de imagem de Vorcaro, foi alvo de busca e cautelar de passaporte em julho de 2026. Nega ataques coordenados e irregularidades.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
Esta é uma relação histórica recuperada da cobertura de comunicação, com acontecimentos de janeiro a julho de 2026. Em depoimento de 12/05 relatado pelo Metrópoles, Miranda reconheceu ter organizado comunicação para reconstruir a imagem de Vorcaro, com redes próprias e influenciadores. Atribuiu a prospecção à UNLTD e afirmou realizar os pagamentos; disse que o trabalho durou cerca de 20 dias e negou orientação para atacar o Banco Central ou aprovação de conteúdo pelo banqueiro.
A Folha de 10/05, que consultou documentos do Projeto DV, descreveu contratos de R$ 8 milhões firmados pela Mithi e repasses de R$ 3,5 milhões do fim de dezembro de 2025 a 05/01/2026, após recebimento do mesmo valor da Super Empreendimentos. É uma cadeia de entrada e redistribuição, sem prova de que entrada e saída sejam receitas adicionais. O total contratado difere do desembolsado; parte dos contratos teria sido interrompida após a investigação.
A natureza dos R$ 3,5 milhões é divergente nas fontes: em 12/05, segundo o Metrópoles, Miranda vinculou o dinheiro à venda de 10% do Portal Leo Dias via Super; em 14/05, confirmou ao UOL essa cifra como valor do Projeto DV, negando ataque orquestrado. A Gazeta de 12/05 descreveu remuneração pelo serviço e registrou que somente o primeiro mês teria sido pago. Sem contratos e comprovantes conciliatórios, a ficha não escolhe uma dessas naturezas, não anualiza e não soma as três descrições.
Outra negociação aparece na entrevista de Miranda a O Globo reproduzida pelo Poder360 em 18/05: venda de 17% do portal por R$ 10 milhões em 19/07/2024 a Flávio Carneiro, que Miranda apontou como representante de Vorcaro, e mídia de R$ 1,2 milhão mensal. Carneiro negou sociedade direta ou indireta de Vorcaro na Foone e contestou as cifras; os advogados de Leo Dias disseram desconhecer as declarações. Não está demonstrado se o negócio de 10% por R$ 3,5 milhões é etapa, outro contrato ou versão divergente da venda de 17%. Não se somam essas referências.
O UOL de 14/05 descreveu divisão societária de 70% para Vorcaro, 20% para Leo Dias e 10% para Miranda. Essa afirmação não é tratada como quadro societário comprovado: a nota oficial do portal de 09/01 negou vínculo com a Mithi, informou saída de Miranda da gestão em junho de 2025 e transferência da sua participação minoritária em andamento desde o fim de 2025. As versões têm datas e escopos diferentes; permanecem as contestações de Carneiro.
No depoimento reportado pelo Metrópoles, Miranda citou R$ 500 mil para Luiz Bacci e R$ 30 mil para Not Journal como exemplos de cachês. São referências aos destinatários, não honorários pessoais de Miranda. O contrato da BN/Bacci já possui referência própria; o caso Not Journal exige checagem separada das condições, da proposta societária recusada e das respostas, sem presunção de pagamento só pela menção ao contrato.
Sobre Dark Horse, o UOL de 14/05 atribui a Miranda o relato de cobranças do diretor do filme e de Mário Frias para retomada do patrocínio de Vorcaro, cujo contrato seria de US$ 24 milhões. A Folha de 11/07 registra R$ 61 milhões repassados ao filme e sua intermediação. A cifra em reais já consta em flavio-bolsonaro; não é recebimento pessoal de Miranda. Não há conversão própria entre moedas nem nova soma dessas etapas.
Separadamente, o Metrópoles de 11/07 relatou minuta supostamente assinada em 31/03/2026, durante a prisão de Vorcaro, para documentário provisoriamente chamado Caso Banco Master. Não é Dark Horse. A publicação cita a decisão de Mendonça: produzir obra audiovisual, por si, não configura crime; as circunstâncias e o conteúdo contratual eram objeto do exame. Não foram obtidos a íntegra da minuta, preço ou prova de execução.
A PF informou oficialmente em 09/07 que a 10ª fase da Compliance Zero cumpriu duas buscas em Brasília e apurava possível ação coordenada contra a credibilidade do BC, intimidação de jornalistas, monitoramento ilícito e obtenção indevida de informações sigilosas. O comunicado não identifica os alvos. A identificação de Miranda, a apreensão de seus eletrônicos e os relatos de busca de dados privados de Malu Gaspar e de dossiê sobre Milton Maluhy são atribuídos à Folha de 11/07, não a uma nomeação no comunicado.
Em 11/07, a assessoria do STF confirmou à Folha e à Gazeta a ordem de André Mendonça para apreender o passaporte de Miranda em processo sigiloso. O Metrópoles informou sua entrega pela defesa à PF em 13/07. A defesa nega ilegalidade, intimidação, coação ou violação de direitos; afirma colaboração e respeito à imprensa e critica vazamentos, dizendo que soube da cautelar pela imprensa antes da notificação. A busca e a cautelar são atos relatados de julho, não condenação. Não foi localizada nas fontes examinadas decisão posterior de arquivamento, absolvição ou revogação; isso não certifica que a cautelar permaneça vigente hoje.
Em 13/07, segundo o Metrópoles, Miranda anunciou o encerramento da Mithi e um ano sabático. O anúncio não prova baixa de pessoa jurídica nem fechamento determinado pela Justiça. A identidade pública foi conferida; não se atribuem CNPJ ou nome civil completo não verificados.
Todas as cifras abaixo são referências excluídas dos subtotais por sobreposição ou natureza não conciliada. O vínculo profissional, as negativas e os atos processuais podem ser descritos sem converter diferenças financeiras em um total ou alterar as cifras das fichas anteriores.
Valores e natureza dos registros
R$ 3,5 mi · Cifra com natureza divergente: Projeto DV, repasses e venda de 10%; não somar versões · Valor alegado
R$ 8 mi · Agregado de contratos com influenciadores do Projeto DV; não desembolso integral · Valor contratual
R$ 10 mi · Venda de 17% do portal relatada por Miranda, contestada por Carneiro; referência preexistente · Valor contratual
R$ 1,2 mi/mês · Mídia mensal relatada por Miranda; contestada e não anualizada · Valor alegado
R$ 500 mil · Cachê de Bacci citado no depoimento; não receita pessoal de Miranda · Valor alegado
R$ 30 mil · Cachê de Not Journal citado no depoimento; não prova autônoma de pagamento · Valor alegado
US$ 24 mi · Contrato de patrocínio de Dark Horse relatado ao UOL; sem conversão · Valor contratual
R$ 61 mi · Repasses a Dark Horse já registrados em flavio-bolsonaro; não novo fluxo · Pagamento informado
Não divulgado · Honorários próprios líquidos de Miranda e preço do documentário Caso Banco Master não verificados · Sem valor confirmado
Alcance da relação descrita
A relação de gestão de crise é reconhecida por Miranda; a Folha e a Gazeta identificam busca e cautelar judicial no inquérito. O rótulo Em investigação se limita a esse vínculo e aos atos relatados, sem imputação de culpa. O comunicado primário da PF não nomeia investigados; a identificação é jornalística. Preservam-se negativas de ataques e ilegalidades, colaboração e crítica a vazamentos. Não foram consultados autos sigilosos nem decisão posterior que permita afirmar resultado ou vigência atual da cautelar. A produção audiovisual isolada não é tratada como crime.
Fontes desta publicação
- Depoimento de Thiago Miranda: Projeto DV e sua versão sobre a venda de participação no portal
- Cartilha, contratos e repasses do Projeto DV
- Miranda confirma cifra do Projeto DV ao UOL e nega ataque orquestrado
- Defesa nega ataque institucional após depoimento; relato sobre remuneração
- Negociação do Portal Leo Dias, relato de Miranda e contestações de Carneiro
- Nota oficial — independência da Mithi e saída de Miranda da gestão
- PF deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero
- Cautelar de passaporte, busca, suspeitas e negativa da defesa
- STF confirma cautelar; nota integral da defesa de Thiago Miranda
- Defesa entrega passaporte de Miranda à PF após ordem do STF
- Minuta relatada de documentário Caso Banco Master — distinta de Dark Horse
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.