Desdobramento da pesquisa
Relatório da PF detalha participação de Diogo Ilário em votações do BRB
O que mudou
A seção 17.6.3 (p. 694) do relatório parcial da PF de 28/10/2026, conferida no PDF divulgado pelo Poder360, diz que Diogo estava presente e apto a votar em 12 aprovações unânimes da Diretoria Colegiada (DICOL) e faltou a duas reuniões. Nas deliberações em que participou, a PF não registra voto contrário, abstenção ou ressalva nominal. A polícia descreve aprovações reiteradas no limite de competência do colegiado, em contexto de deterioração da liquidez e de instrução documental a complementar.
No material examinado, a PF diz não ter identificado participação direta de Diogo na proposição, negociação ou seleção das carteiras, na emissão de pareceres ou na execução financeira. Também não considerou comprovado o recebimento individual da íntegra dos relatórios do grupo de trabalho. O relatório concentra a atribuição na participação colegiada e, na seção 18, registra indiciamento pelo art. 4º, caput, da Lei 7.492/1986. Não foi localizada manifestação própria sobre esse indiciamento nas fontes consultadas. Não se afirma denúncia recebida, condenação ou recebimento de vantagem pessoal.
O fato relevante do BRB de 10/04/2026, lido nesta revisão, confirma que a destituição foi decidida pelo Conselho de Administração naquele dia. O comunicado registra a decisão administrativa, sem juízo penal. As cifras institucionais anteriormente publicadas continuam com seus escopos próprios.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
A ata oficial de 17/10/2024 confirma sua eleição para a diretoria de Atacado e Governo do BRB. Segundo o Metrópoles de 11/09/2026, seu nome integra os dirigentes cuja participação nas compras de carteiras do Master foi individualizada em laudo da PF de 13/08/2026.
O agregado pericial reportado é de R$ 17,5 bilhões; não representa pagamento pessoal ou prejuízo definitivo. A Folhapress de 11/04/2026 registra sua destituição no dia anterior, por decisão do Conselho de Administração. A governadora afirmou que a medida não antecipava julgamento e resguardava o contraditório.
A reportagem de abril menciona R$ 12,2 bilhões em carteiras sob suspeita, já cadastrados em BRB/Tirreno. Os dois volumes institucionais não são somáveis. Na revisão de 23/10, não havia resposta pessoal específica ao laudo ou confirmação independente de sua situação formal no inquérito; a reportagem de setembro não detalha conduta individual além das aprovações. Não se presume recebimento de vantagem ou condenação.
A Folhapress, em reportagem de Helena Schuster e Diego Felix publicada pelo Jornal de Brasília em 29/10/2026 às 15h24, inclui Diogo entre os 15 indiciados no caso Master–BRB. O relato restringe sua atuação às aprovações, sem identificar participação direta na proposição, seleção ou liquidação das carteiras. Sua defesa não foi localizada. Indiciamento é conclusão policial, não denúncia recebida ou condenação; não foi obtida a íntegra do relatório nesta revisão.
Valores e natureza dos registros
R$ 17,5 bi · Agregado de aquisições examinado no laudo relatado; não recebimento pessoal · Investimento / operação
R$ 12,2 bi · Carteiras sob suspeita já registradas em BRB/Tirreno; não somar ao agregado pericial · Investimento / operação
Alcance da relação descrita
Suspeita relatada · sem condenação verificada
O relatório parcial da PF de 28/10 registra o indiciamento individual e delimita sua participação às deliberações colegiadas, com limites probatórios expressos sobre negociação, execução financeira e ciência individual dos relatórios técnicos. Trata-se de conclusão policial, sem denúncia recebida ou condenação verificada. A destituição confirmada no fato relevante do BRB não julga culpa. Não localizada manifestação própria sobre o indiciamento nas fontes consultadas; não se amplia a suspeita a recebimento pessoal ou outras operações.
Fontes desta publicação
- PF aponta gestão fraudulenta de ex-diretores do BRB em negócios com Master
- Extrato da 851ª reunião do Conselho de Administração — eleição da diretoria 2024/2026
- BRB destitui dois diretores ligados à antiga gestão, sob suspeita no caso Master
- Perfis dos 15 indiciados: atribuição da PF, limites de atuação e respostas
- Relatório parcial da PF de 28/10/2026 — seção 17.6.3 e indiciamento de Diogo Ilário
- Fato relevante — destituição de diretores executivos em 10 de abril
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.