Desdobramento da pesquisa
Defesa de Paulo Henrique Costa contesta indiciamento no caso Master–BRB
O que mudou
O Jornal Opção descreve relatório parcial, com diligências pendentes e pedido de mais 60 dias; o SBT chama o relatório de final e informa pedido de indiciamento. Sem acesso ao relatório ou a decisão sobre a prorrogação, não se afirma encerramento integral da investigação, concessão de prazo ou imputação específica adicional contra Costa. A ausência de resposta específica registrada na revisão anterior foi superada pela manifestação defensiva publicada pela Folha e resumida abaixo. Os valores institucionais citados na notícia não são novos pagamentos pessoais e não alteram os imóveis ou parcelas já registrados.
Na Folha de S.Paulo/C-Level de 28/10/2026, publicada às 16h49 e atualizada às 18h11, o advogado Davi Tangerino contestou o indiciamento de Costa: sustentou que mensagens, testemunhas e documentos demonstrariam que ele desconhecia as fraudes e que o trabalho policial partiu de hipóteses acusatórias. A defesa disse que Costa detectou irregularidades, exigiu R$ 25 bilhões em garantias e que o relatório não lhe aponta vantagem financeira. São alegações defensivas, sem exame independente dos documentos ou garantias nesta revisão, e não uma decisão de arquivamento ou afastamento da apuração imobiliária anterior. Os R$ 25 bilhões descrevem garantias que a defesa afirma ter exigido, não pagamento, patrimônio pessoal ou compensação comprovada de prejuízos. A mesma reportagem informa indiciamento de Costa por gestão fraudulenta e organização criminosa e pedido de mais 60 dias para exames; não se atribuem automaticamente a ele todos os crimes descritos para outros investigados.
Contexto e respostas registrados nesta publicação
Paulo Henrique Costa presidia o BRB quando o banco adquiriu carteiras de crédito do Master. Segundo a PF, seis imóveis de alto padrão em São Paulo e no Distrito Federal teriam sido destinados a ele como contrapartida para viabilizar essas compras.
Os imóveis foram avaliados em R$ 146,5 milhões. A investigação rastreou cerca de R$ 74,6 milhões em pagamentos, parcela incluída nesse total. Em abril de 2026, Costa foi preso por ordem do STF na quarta fase da Compliance Zero; sua defesa afirma que ele não cometeu crime.
Segundo a CNN, Costa prestou depoimento presencial à PF em 15/10/2026 sobre Master–BRB. Na cobertura de 16/10, a emissora informou que ele negou fraude e prejuízo ao BRB. Trata-se de versão defensiva, não de desfecho da investigação. A notícia menciona R$ 150 milhões para a mesma imputação imobiliária, sem demonstrar uma nova operação; por isso, ficam preservados os R$ 146,5 milhões dos seis imóveis e os R$ 74,6 milhões rastreados na fonte anterior.
O Metrópoles informou em 16/10/2026 que, na oitiva do dia anterior, Vorcaro qualificou os imóveis como investimento e afirmou que Costa poderia utilizá-los como CEO do Master após a aquisição pelo BRB, barrada pelo Banco Central em setembro de 2025. Essa versão contesta a destinação pessoal como vantagem indevida; não é conclusão da PF. A reportagem mantém a estimativa de R$ 146,5 milhões e relata a suspeita policial de ocultação dos beneficiários por estruturas empresariais. Não demonstra nova operação nem altera a parcela de R$ 74,6 milhões já registrada.
O Jornal Opção, em reportagem de João Paulo Alexandre de 28/10/2026 às 16h45, incluiu Paulo Henrique Costa entre 15 pessoas indiciadas pela PF na apuração das operações Master–BRB. O SBT News também o identifica no relatório entregue ao STF naquele dia. É um novo andamento policial, sem condenação ou denúncia recebida verificada nesta revisão; preservam-se suas negativas anteriores de crime, fraude e prejuízo ao BRB.
Valores e natureza dos registros
R$ 146,5 mi · Valor dos seis imóveis sob investigação · Valor alegado
R$ 74,6 mi · Parcela rastreada como paga, segundo a PF · Pagamento informado
Alcance da relação descrita
A suspeita é de troca de decisões do BRB por benefícios imobiliários ao seu presidente. A PF relaciona os seis bens a registros de pagamentos e investiga corrupção, lavagem e crimes financeiros. A defesa nega crime; a prisão e as medidas de investigação não equivalem a uma condenação. Em 28/10/2026, Jornal Opção e SBT noticiam sua inclusão no relatório da PF. O indiciamento é conclusão policial sobre indícios, sem condenação, denúncia recebida ou encerramento de todas as frentes verificados. A divergência entre relatório parcial e final permanece explícita; não se confunde a apuração de carteiras com prova definitiva da imputação imobiliária. A resposta específica de Davi Tangerino publicada pela Folha em 28/10 contesta os fundamentos do indiciamento e a existência de vantagem financeira no relatório. Preserva-se a negativa como versão defensiva, sem concluir arquivamento da suspeita imobiliária, absolvição ou revogação da prisão. A Folha individualiza gestão fraudulenta e organização criminosa no indiciamento de Costa; a apuração dos imóveis e os crimes imputados a outros nomes não são automaticamente transpostos.
Fontes desta publicação
- Investigação sobre seis imóveis destinados ao ex-presidente do BRB
- Ex-presidente do BRB presta depoimento à PF sobre Master
- PF faz "combo" de depoimentos sobre Master e BRB
- Ex-presidente do BRB seria CEO de banco e usaria imóveis, diz Vorcaro à PF
- PF inclui Paulo Henrique Costa entre indiciados; relatório parcial e diligências pendentes
- SBT identifica Costa no relatório entregue ao STF sobre o caso Master
- Defesa de Paulo Henrique Costa contesta indiciamento e afirma ter exigido garantias
Síntese documental das fontes indicadas, produzida com apoio de IA. A data acima indica a inclusão no mapa; as datas dos fatos e das fontes são independentes. Este texto conserva o registro dessa publicação. A ficha reúne o conteúdo atual, inclusive correções e respostas posteriores. Uma relação registrada não implica irregularidade.